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Novas indústrias de sucos ganham mercado no Brasil

Postado em 04/01/2018 - 17:42

Longe dos grandes centros urbanos, estas empresas têm optado pela verticalização, unificando todos os elos do processo produtivo. "Em 2015 vimos um avanço bem interessante em termos de volume de vendas por estarmos em um movimento de expansão no que se refere à nossa presença geográfica no Brasil. Apesar do cenário macroeconômico não ser dos melhores, ajustamos o nível de preço do produto na prateleira e conseguimos manter o crescimento", conta Paulo Pratinha, sócio da Sucos Prats.

Com o plantio todo concentrado no Paraná, a Prats atende seu estado de origem, além de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, oeste de São Paulo, Mato Grosso, Triângulo Mineiro e Goiás. Para 2016, a empresa projeta expansão para o Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e as demais regiões de Minas Gerais. Pratinha acredita que o consumidor estava carente de um produto de boa qualidade, que entregasse uma experiência de sabor o mais próximo possível da bebida proveniente da fruta fresca. Por esse motivo, aposta no suco do tipo 100%, refrigerado, cujo nível de industrialização é inferior ao dos tradicionais néctares.

Dados da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) indicam que o néctar manteve a liderança entre os sucos consumidos nos últimos dez anos, somando 697 milhões de litros. No entanto, quando se fala em sabor laranja, o crescimento médio dos néctares avançou 106%, contra um ganho de 186% na bebida 100%. No período, os refrescos, de produção doméstica, aumentaram apenas 52%. "Sem sombra de dúvida, você tem uma classe média disposta a comprar um produto um pouco melhor. Apesar de termos amplo acesso à fruta fresca, tem uma questão de qualidade e de conforto também. A vida tanto nas capitais quanto no interior está mais corrida", explica o diretor executivo da entidade, Ibiapaba Netto. 


Fonte: Jornal DCI


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